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8 de junho de 2015

O sonho da educação superior nos MBRICS - ebook gratuito


Este livro é resultado de uma experiência entre redes colaborativas na produção de conhecimento científico entre universidade brasileira e norte-americana. São elas: a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, sua Faculdade de Educação, o CEES – Centro de Estudos em Educação Superior e a Universidade do Texas – at Austin, School of Education/LLILAS – The Teresa Lozano Long Institut of Latin American Studies, em Austin.

Sintetiza resultados de um projeto conjunto entre os grupos de pesquisa liderados pelas pesquisadoras em seus países de origem (México, Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul) e traz novas luzes sobre a Educação Superior nos países pesquisados, no contexto dos MBRICS. Os estudos buscam estabelecer relações entre o processo de desenvolvimentos econômico, político e social e o ensino superior, na linha proposta pela UNESCO no Comunicado Oficial da Conferência da Conferência Mundial de Educação Superior de 2009." (Release EDIPUCRS).



O livro está dividido em oito capítulos. Ele se inicia com dois prefácios, como não poderia deixar de ser, na medida em que é resultado da integração entre duas universidades: um prefácio realizado pelo Pró- Reitor de Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento da PUCRS, professor Jorge L. N. Audy; e o outro, pelo Diretor do LLILAS, professor Charles Hale.

O primeiro capítulo, intitulado BRICSAM: da teoria à prática, foi escrito por James E. Cofer e procura responder a seguinte questão: Como a economia mundial e, mais importante, como as economias dos quatro países do BRIC, embora não relacionadas, passam a formar uma potência econômica, social e política? Refaz o percurso histórico da criação do termo BRICs, iniciada no relatório intitulado “Building Better Global Economic BRICs” (2001), por O’Neill. Posteriormente, a cúpula dos BRICs, em 2011, convida a África do Sul (South Africa) para integrar o bloco e altera a sigla BRICs para BRICS. Andrew Hart e Bruce Jones, em seu artigo “How Do Rising Powers Rise” (2011), criam a sigla BRICSAM, com a inclusão do México. Seguindo essa linha de pensamento, o autor ressalta que Kumar (2011) analisou o bloco BRIC e concluiu que, basicamente, “o grupo BRIC não tem uma existência econômica per se e é puramente uma criação do ‘espírito econômico’” (p. 10). Acrescenta ainda que o impacto que esse grupo de países tem sobre a economia mundial e a influência de outros países emergentes é a única razão para o seu agrupamento. O autor apresenta, posteriormente, estudos sobre a relação entre nível educacional e desenvolvimento econômico e declara que o livro explora os sistemas educacionais de ensino e, especialmente, os desafios ao ensino superior nos países do BRICSAM.

O segundo capítulo, O Brasil e a Educação Superior, escrito pelas autoras Marilia Morosini, Miriam Pan, Adriana Rivoire Menelli de Oliveira e Carla Netto. Todas as autoras foram apoiadas pela CAPES para realizarem sua qualificação na Universidade do Texas, seja em programa de doutorado-sanduíche, seja em estágio de pós-doutorado. O capítulo apresenta um panorama da educação pós-secundária no Brasil, analisa sua tendência de crescimento nos últimos dez anos e avalia as mudanças implantadas nesse período a fim de garantir maior democratização no acesso. Destaca que, nos últimos anos, a educação superior brasileira viveu uma verdadeira revolução no setor público (com a ampliação das vagas em universidades federais e a criação dos institutos federais) e no setor privado (com a oferta de vagas pelo PROUNI e reformulação do FIES – Programa de Financiamento Estudantil). O Brasil reúne esforços para superar as marcas históricas de desigualdade e exclusão, construindo políticas que buscam maior equidade na educação. O reconhecimento dos direitos civis das minorias étnico-linguísticas, das mulheres e de outros grupos minoritários no país consolidou-se legalmente com a chamada Constituição Cidadã de 1988, após uma longa história de luta pelos direitos humanos. Os resultados do estudo revelam que as medidas de ação afirmativa instituídas no ensino superior brasileiro abriram oportunidades para que grupos historicamente excluídos desse nível de ensino passassem a ter acesso à universidade, mesmo que ainda em proporções pequenas, avançando em relação aos processos sociais e históricos de discriminação. No entanto, quanto à dimensão da inclusão, é possível afirmar que esse nível de ensino vem atingindo seus limites em relação à demanda, indicando a necessidade de investir nos demais níveis de ensino, a fim de garantir maiores oportunidades educacionais especialmente para que a população jovem possa eleger o ensino superior em seus projetos de vida.

O terceiro capítulo, A Rússia e a educação superior, escrito por James E. Cofer, Katie Ortego Pritchett, Amy Claire Heitzman e Patricia Somers, apresenta que, em 26 de dezembro de 1991, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) foi dissolvida pelo Conselho das Repúblicas, fazendo com que as quinze repúblicas se constituíssem como Estados independentes e soberanos. Segundo a Central Intelligence Agency (2012), desde aquele dia, a Rússia, também referida como a Federação Russa, experimentou uma diminuição no seu poder mundial, um crash da bolsa, um boom do mercado acionário, desvalorização da moeda, criação de um padrão relacionado à dívida interna do país, insurgências políticas e sociais e uma surpreendente inversão no crescimento econômico (embora financiado principalmente pela desvalorização da moeda e dos preços do petróleo). Devido ao tamanho da Federação em população e extensão de terra e à possibilidade de crescimento econômico futuro, O’Neill (2001) incluiu a Rússia como o “R” em sua agora famosa sigla: BRIC. Esse capítulo está divido em seções onde são analisados o perfil do país, a história da sua educação, o sistema educacional atual e os desafios relacionados ao ensino superior. Ao final do capítulo, são apresentadas algumas reflexões acerca do impacto dessa nova organização ao sistema educacional como um todo.

O quarto capítulo do livro intitula-se A Índia e a Educação Superior. Escrito pelas autoras Bettina Steren dos Santos e Rosalir Viebrantz, aborda a temática da Índia que, juntamente com os países que compõem o BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), se encontra em um momento de desenvolvimento econômico, social, cultural e educacional. A educação universitária no país vem apresentando uma expansão, na qual se observam um significativo aumento na quantidade de instituições de ensino superior e um aumento na oferta de vagas. Com essas iniciativas, crescem também as políticas de facilitação do acesso a esse nível educacional, sendo essas especialmente dirigidas às populações menos favorecidas. Nesse contexto, esse texto apresenta, inicialmente, uma breve contextualização da Índia e de suas características demográficas, geográficas, culturais e econômicas. Posteriormente, mostra as características do sistema de educação superior, demonstrando a grande expansão que vem sendo observada nesse sistema, além de descrever as principais medidas governamentais para as políticas de acesso, desde uma perspectiva atual e histórica.

No quinto capítulo, A China e a educação superior, escrito por James E. Cofer e Patricia Somers, os autores caracterizam a China como a estrela dos países do BRIC, com uma economia que cresceu a partir de uma abordagem planejada e marxista para a segunda maior economia do mundo em 2010 (O’NEILL, 2011). Esse capítulo discute os desafios enfrentados pelo sistema educacional devido a esse crescimento; as seções de fundo do presente capítulo, a história da educação, as descrições do atual sistema secundário e terciário, os desafios para o ensino superior (incluindo o financiamento e acesso para a zona rural, minorias e estudantes do sexo feminino) e programas de preferência para a admissão ao ensino superior. O capítulo termina com uma exploração das relações entre educação e mercado de trabalho e uma avaliação das perspectivas futuras.

O sexto capítulo apresenta como título A África do Sul e a educação superior, escrito por Lucia M. M. Giraffa e André Stein da Silveira, e busca entender como funciona o ensino na África do Sul, implicando buscar – nas raízes históricas dos conflitos, da luta da população colonizada pelo direito à liberdade e acesso às condi- ções mínimas de escolarização, saúde e moradia – o entendimento da forma como a sociedade organizou seu sistema de ensino e incentiva a produção de conhecimento e mudanças no país. A organização da estrutura educacional foi influenciada pela aculturação sofrida no país quando da adoção da cultura inglesa, a qual foi imposta sem deixar muito espaço para a inclusão da cultura local, esta dispersa entre as muitas etnias que compõem o país. Esse capítulo apresenta a descrição do contexto educacional da África do Sul, buscando organizar as diversas fases da transformação da oferta e estrutura do ensino superior no país desde sua colonização até os dias de hoje, destacando a mudança brusca que aconteceu no país com relação ao acesso da população nativa (raça negra) após o apartheid. A fim de melhor situar o leitor, o texto resgata as características geopolíticas, econômicas e sua composição étnica, importantes para entender a organização do sistema de ensino e seus desdobramentos.

No sétimo capítulo, O México e a educação superior, os autores Enrique Romo, James E. Cofer, Laura Cortez e Patricia Somers apresentam o México como a décima quarta maior economia do mundo, com um PIB anual (em dólares) de pouco mais de 1,15 trilhão de dólares. Em comparação, a economia da Coreia do Sul é um pouco menor (na maioria dos anos) e a da Austrália é um pouco maior (FMI, 2012). A economia do México está em segundo lugar na América Latina, perdendo apenas para o Brasil. O México é também o décimo primeiro país mais populoso do mundo (EUA CENSUS BUREAU, 2012). Na classificação dos países de economia emergente, o banco de investimentos Goldman Sachs (O’NEILL; WILSON; PURUSHOTHAMAN; STUPNYTSKA, 2005) incluiu o México nos N-11 (Next Eleven), dos países considerados candidatos rivais para o original BRICs no crescimento econômico. Coreia e México foram excluídos da análise original do BRIC, porque eles eram membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Ao ser nomeado um dos N-11, o México tinha uma taxa de crescimento do PIB de 2,6% e uma renda per capita de mais de 7.000 dólares. No ano de 2010, a renda foi de U$ 9.101. Esses valores são significativamente diferentes dos BRICs originais e, no caso da taxa de crescimento do PIB, significativamente menor do que ambos os BRICs originais e os outros N-11 países, com exceção da Coreia (O’NEIL; WILSON; PURUSHOTHAMAN; STUPNYTSKA, 2005). É importante notar que o quadro Goldman Sachs foi desenvolvido para ajudar os investidores a identificar oportunidades para o crescimento monetário em vez de identificar prováveis mudanças geopolíticas. A questão da inclusão do México como um verdadeiro membro dos N-11 ou até mesmo uma oportunidade de investimento é irrelevante para esta publicação. O México é a segundo mais importante força econômica e política na América Latina e um bom comparativo para o Brasil.

O último capítulo, O desafio do MBRICS/BRICSAM, escrito por Lucia M. M. Giraffa e Marilia Morosini, destaca que a Sociedade do Conhecimento traz consigo a imprescindibilidade da formação de recursos humanos de alto nível. Não bastam mais a universalização do ensino fundamental e a expansão crescente do ensino médio e técnico. Essa sociedade busca a inovação e a criatividade acopladas ao desenvolvimento da educação superior e da consequente propagação da ideia de educação ao longo da vida. Tais princípios já se postam em sociedades como Canadá, Estados Unidos, União Europeia, Austrália, Japão e poucas outras realidades desenvolvidas economicamente. Num mundo globalizado, essas crenças se colocam como sonho em países que vêm apresentando altos índices de crescimento econômico paralelo à presença díspar nas taxas de educação superior e de desenvolvimento social. O desafio está posto: os blocos dos países emergentes – os BRICs, ou mais especificamente o BRICS-M/ BRICSAM (HART; JONES, 2011) –, nessa crença de futuro na sociedade do conhecimento, apresentam formas específicas para a superação das desigualdades internas e consequente desenvolvimento com equidade?  Finalizando este prefácio, gostaríamos de deixar nossos profundos agradecimentos a CAPES, Fulbright e às instituições de educação superior envolvidas, principalmente à PUCRS, à School of Education e ao LLILAS, que possibilitaram condições de produção.

Acesse o livro gratuitamente aqui!


EDIPUCRS - 2015
ISBN: 978-85-397-0660-0


3 de junho de 2015

Anuário Brasileiro da Educação Básica 2015

Esta quarta edição do Anuário Brasileiro da Educação Básica abre uma fase importante desta série de publicações: é a primeira após a promulgação do Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado em junho de 2014 e que define as diretrizes e estratégias para o País alcançar melhores resultados na Educação, no prazo de dez anos. 

Desde a segunda edição, este Anuário tem o conteúdo organizado com base nas 20 metas do PNE. Essa decisão foi tomada, ainda em 2013, para facilitar a leitura e o entendimento dos dados reunidos na publicação e, acima de tudo, por se acreditar que o plano, mesmo antes de entrar em vigor, viria a ser uma referência fundamental para a compreensão do cenário educacional brasileiro, assim como dos desafios que se colocam à frente dos gestores públicos e da sociedade em geral. 

Agora, no momento em que o PNE se consolida como o principal instrumento norteador dos esforços pela melhoria do ensino nas escolas do País, o conteúdo da lei passa a permear de forma ainda mais evidente as páginas do Anuário, não apenas no que diz respeito às metas, mas também às estratégias previstas para alcançá-las durante a próxima década, até 2024. 

Para fornecer o quadro mais completo possível, o Anuário conta com os números do Censo Demográfico e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), apurados e divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e com os dados do Censo Escolar e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), disponibilizados pelo Ministério da Educação. E vai além, com tabulações próprias e abordagens estatísticas inéditas. O Todos Pela Educação e a Editora Moderna têm a satisfação de oferecer uma ferramenta de grande utilidade a todos que desejam compreender e acompanhar a evolução da Educação brasileira, de forma a contribuir com as principais decisões que reflitam em melhorias na qualidade do ensino."

SUMÁRIO


Apresentação
Bem-vindo!
A Educação Brasileira em 2014 
Os Números da Educação Brasileira
Educação Infantil
Ensino Fundamental
Ensino Médio
Educação Especial/Inclusiva
Alfabetização até 8 anos
Educação Integral 
Fluxo e Qualidade.
Escolaridade
Alfabetização – 15 anos ou mais
EJA – Educação de Jovens e Adultos
Educação Profissional
Educação Superior
Professores – Formação
Professores – Remuneração e Carreira
Gestão e Financiamento
Gestão Democrática

Clique AQUI para fazer o download do Anuário Brasileiro da Educação Básica 2015.



Autor: Todos Pela Educação e Editora Moderna
Fonte: http://www.todospelaeducacao.org.br/

Levantamento do perfil do aluno no ensino a distância: processo e aplicações



Nelly Moulin, André Monat

Resumo


O propósito do artigo é apresentar a sistemática de levantamento do perfil sócio-cultural e educacional do aluno adotada desde a década de 80 por professores que trabalham como tutores nos cursos de pós-graduação lato sensu (especialização) a distância, no modalidade semi-presencial, da Universidade Salgado de Oliveira - UNIVERSO. Além de possibilitar a oferta de um tratamento diferenciado, ao identificar os conhecimentos já dominados pelo aluno, o perfil acadêmico permite que o ensino comece a partir desse ponto em direção a uma real ampliação de conhecimentos. Informações fornecidas pelos alunos sobre o contexto e os problemas que ocorram no âmbito profissional, também contribuem para tornar mais efetiva a ação da tutoria. O artigo descreve o modo como é feito o levantamento do perfil, os seus objetivos, e sugere diversas formas de aplicação dos dados e informações obtidas.

Palavras-chave:


Perfil sócio-cultural do aluno no ensino a distância; perfil acadêmico do aluno no ensino a distância; identificação do perfil do aluno no ensino a distância.

Texto completo:

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DOI: 


http://dx.doi.org/10.5944/ried.3.2.1976

2 de junho de 2015

Políticas educacionais e formação continuada de professores em educação especial na modalidade a distância: análise das publicações na base de dados SciELO

Pâmella Stefânia Picinin de Mesquita, Sandra Eli Sartoreto de Oliveira Martins, Rosimar Bortoline Poker


Resumo



Este artigo tem por finalidade apresentar os resultados do levantamento bibliográfico de estudos brasileiros sobre a formação continuada de professores em educação especial, na modalidade a distância (EAD). A motivação desse estudo depreendeu da observância do desenvolvimento de políticas públicas da Secretaria da Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, do Ministério da Educação - dirigidas à oferta de propostas de formação continuada em educação especial na modalidade EAD. O estudo visa demonstrar uma análise das produções bibliográficas disponíveis na base de dados SciELO, em periódicos na área de educação, a partir dos seguintes descritores: “formação de professores e educação especial”, “formação de professores e políticas educacionais” “formação de professores e educação a distância”. Os estudos selecionados pertenciam aos estratos A1, A2, B1 e B2, de acordo com o sistema de classificação de periódicos Web Qualis. No processo de busca, identificou-se 117 artigos, dos quais 61 foram descartados por não atenderem aos requesitos estipulados para a coleta. Os dados indicaram que a modalidade de educação a distância, embora seja adotada pelo Ministério da Educação como política de gestão de recursos na formação continuada de professores em educação especial, ainda tem pouco impacto na literatura produzida nessa área.

Palabras clave



formação de docentes em educação especial; política educacional; educação especial; busca documental em periódico; educação a distância.

Texto completo:

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DOI: 

http://dx.doi.org/10.5944/ried.18.2.13441