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27 de março de 2014

HackForGood


Nos dias 3, 4 e 5 de abril, em oito cidades (Madrid, Barcelona, ​​Bilbao, Las Palmas de Gran Canaria, Oviedo, Sevilha, Valência e Valladolid) de maneira simultânea, chega a 2 ª edição do HackForGood, uma maratona, ou "hackathon", que reúne desenvolvedores de aplicativos e premia as equipes que desenvolvem as melhores aplicações tecnológicas relacionadas com a Inovação social, Educação e Emprego.
video


Para saber mais sobre o evento:
web www.hackforgood.net
hashtags de twitter #HackForGood y #h4g

20 de março de 2014

Dez motivos para ler mais devagar

A velocidade da internet nos fez desaprender a arte da leitura. É preciso redescobri-la. Quando abandonamos as distrações digitais e lemos um livro com calma, mesmo que por pouco tempo, cultivamos algumas habilidades fundamentais que corremos o risco de perder.

Para quem está destreinado, reacostumar-se à leitura lenta ou praticá-la pela primeira vez pode dar trabalho. Não há motivo para preocupação. Os livros – sempre eles – podem ajudar. São incontáveis os autores que pretendem nos ensinar a ler melhor. Entre eles, o crítico literário americano David Mikics é o que mais chamou minha atenção, com seu livro recém-lançado Slow reading in a hurried age (A leitura lenta numa era apressada).

O título explica tudo – perfeito para quem quer capturar a atenção de leitores apressadinhos. Ao longo de 336 páginas, Mikics defende os benefícios da leitura lenta e se propõe a ensiná-la. É a mais apaixonada declaração de amor aos livros que li nos últimos tempos.


1. Saiba por que você está lendo

Ninguém lê um livro apenas para passar o tempo. Na internet, no celular ou na tela da televisão, não faltam outras opções mais atraentes e acessíveis para quem quer relaxar nas horas vagas enquanto o sono não vem. Ler um livro é uma atividade diferente de todas elas. Lemos porque estamos procurando respostas para algo – talvez uma pergunta que ainda não tenhamos feito. Pense nisso. Ler sem motivo é uma receita infalível para ler mal. Antes de começar um novo livro, tente responder a essa questão simples: o que você espera tirar dessa leitura? É uma maneira de escolher melhor os livros que lemos – e de garantir que a pergunta será respondida.

2. Fuja da microleitura

Engana-se quem diz que a televisão é a principal inimiga dos livros. A maior distração dos leitores, hoje em dia, é a própria leitura. Dedicamos a maior parte de nosso tempo na internet a uma leitura fragmentada, superficial, com péssimos índices de compreensão e retenção. Você pode passar o dia inteiro lendo posts no Facebook e notícias curtas em portais. Daqui a um mês, não se lembrará de nada. Repetir esse comportamento por um longo prazo é matar a mente de inanição. “Não dá para viver dessa dieta”, diz Mikics. “Até para ler apenas uma página de literatura de verdade é preciso ter tempo para refletir.”

3. Aprenda a perder

Um dos erros mais comuns entre apaixonados por livros é não respeitar seus próprios limites. A lista de leituras pendentes é interminável e não há tempo a perder. Mal viramos a primeira página e já pensamos em acabar a história, e no próximo livro que leremos em seguida. Com isso, a leitura passa a ser uma fonte de estresse. A vontade de terminar o livro é tão grande que não somos capazes aproveitá-lo. Reconhecer que não conseguiremos ler tudo o que queremos é fundamental para aproveitar a leitura. “Como você lê importa muito mais do que quanto você lê”, diz Mikics. Ler cinco livros com prazer é muito melhor do que ler cinquenta sem refletir sobre eles.

4. Respeite o autor

Você pode até não perceber, mas a internet se molda às suas vontades. Seus amigos nas redes sociais provavelmente pensam como você. Algoritmos do Google e do Facebook selecionam e exibem o conteúdo que tem mais chances de agradar alguém com o seu perfil. Você pode passar um dia inteiro na internet sem encontrar alguém que tenha bons argumentos para discordar de suas opiniões. Ler um livro, pelo contrário, é um exercício permanente de questionar convicções. É deixar de ser protagonista para ser ouvinte. Na leitura, a opinião do autor é muito mais importante do que a do autor. É preciso deixar as preferências pessoais de lado para entender um livro por completo, mesmo que discordemos dele. Só quem aprende a ouvir e aceitar opiniões diferentes conseguirá aproveitar a leitura.

5. Desconfie do autor

Endeusar um autor pode ser ainda mais perigoso do que rechaçá-lo logo de cara. Qualquer livro, mesmo os grandes clássicos, é cheio de idiossincrasias típicas de qualquer obra humana. Analisar as escolhas do autor e fazer perguntas sobre elas é uma maneira de dar ainda mais profundidade à leitura. O que cada personagem representa? Por que o livro termina da maneira como termina? O que mudaria se a história se passasse nos dias de hoje? Alguma das opiniões do autor seria considerada polêmica ou inaceitável atualmente? Condenar o autor é injusto e inútil, mas fazer perguntas desse tipo é um passo importante para garantir que tiraremos o melhor de cada livro.

6. Imagine novas histórias

Para terminar um livro, o autor é obrigado a tomar decisões. Das inúmeras de histórias diferentes e contraditórias imaginadas por ele, apenas uma chega ao leitor na história publicada. Por que ela foi escolhida? Por que a trama não se desenrolou de outra forma? As perguntas parecem infantis, mas são um passo essencial para quem quer entender melhor o autor. Pense nas maneiras diferentes como o livro poderia ser escrito. Imagine histórias paralelas e tente se colocar na cabeça do escritor que decidiu descartá-las. Ralph Waldo Emerson escreveu uma bela frase sobre o assunto: “Assim como existe a escrita criativa, existe a leitura criativa.” O que não está no livro pode ser tão estimulante quanto o que chegou às páginas da versão final.

7. Viva com o livro

“Olhar para um tweet demora alguns segundos; entender um romance demora dias, às vezes semanas”, diz Mikics. Pela sua natureza, o livro é algo que nos acompanha no dia a dia, mesmo quando não estamos diante de suas páginas. Pensar num livro quando estamos longe dele é uma parte indispensável da leitura lenta. Leve seu livro para passear, ainda que mentalmente. Lembre-se dele nas situações mais inusitadas do cotidiano. Se você tiver sorte, isso mudará algo na sua forma de ver o livro (ou a vida). Um tweet dificilmente teria esse efeito.

8. Repita até aprender

Com tantos livros para ler em tão pouco tempo, a releitura poderia ser vista como um pecado a ser evitado a todo custo. Na prática, ela é essencial. Mikics recomenda que todos os leitores tenham uma prateleira de livros favoritos e releiam ao menos partes deles com frequência. Cada leitura é uma redescoberta. Uma das mais verdadeiras frases sobre esse hábito foi escrita pelo romancista Robertson Davies: “Um livro verdadeiramente grandioso deve ser lido na juventude, na maturidade e na velhice, da mesma forma que um prédio bonito deve ser visto de manhã, ao entardecer e à luz da lua.”

9. Encontre sua próxima leitura

Uma boa leitura pode ser definida como uma conversa franca entre leitor e escritor. Quando embarcamos nela, é comum entreouvirmos, à distância, diálogos entre o autor do livro e outros autores. Um leitor curioso não deve perder a chance de acompanhar essas conversas. Um bom livro serve como porta de entrada para uma infinidade de outros, igualmente valiosos.

10. Reavalie sua vida

A experiência da leitura, segundo Mikics, é comparável a uma visita a um país estrangeiro. Podemos nos comportar como turistas impacientes, que estranham quaisquer novidades e não veem a hora de chegar em casa. Mas é muito mais recompensador aprender com as diferenças culturais, aceitá-las, descobrir um novo universo e reavaliar sua vida com base nessas descobertas. Cada livro é um país desconhecido. “Aproveitar ao máximo a viagem a esse novo território significa se render os sons e paisagens do lugar, mantendo-se alerta a todas as suas surpresas. Só depois você pode julgar o que viu”, afirma o autor. Cada nova leitura é uma chance de escolher se seremos viajantes curiosos ou turistas apressados.

Danilo Venticinque

13 de março de 2014

O que é Pedagogia Digital?

Entrando em uma sala de aula, nós pensamos primeiro sobre suas paredes. Nós pensamos sobre onde sentar. Onde estaremos. Se existem janelas, onde as portas estão, onde o quadro negro, o quadro branco ou retroprojetor estao localizados. E, então, tomamos decisões sobre o ensino com base nessas considerações ambientais. Devemos reorganizar as cadeiras? Devemos ficar na frente, no tablado, ou devemos sentar na classe? Tomar decisões sobre a forma como o ensino ocorrerá, como é que vai ser realizado, é tanto uma resposta ao ambiente em que vamos ensinar como a aula que temos planejado. Como foi dito antes:

Pedagogia é, essencialmente, um exercício de pensamento crítico dirigido à aprendizagem e ensino. Pedagogia nos pede para não ensinar de forma mecânica: nunca assumir o uso de um tablado ou um retroprojetor, ou mesas situadas em linhas, ou um quadro, ou paredes.

E quando nós ensinamos online? Onde estão nossas paredes e cadeiras e tablado no espaço digital? Para alguns, os limites codificados dos LMS substituem as fronteiras sólidas da sala de aula e os fóruns de discussão tornam-se o arranjo de cadeiras. Os vídeos de palestras têm sido usados ​​para replicar a presença de um instrutor na tela, e quizzes com respostas automatizadas oferecem o feedback em vez de notas escritas e estrelinhas. Mas é importante pensar grande sobre onde as paredes estao, onde se encontra o nosso território de ensino.

E aqui está o porquê: porque quando ensinamos digitalmente, seja online ou em ambientes híbridos (e toda a aprendizagem hoje é necessariamente híbrida) as paredes tornam-se arbitrárias. Todas as paredes. E todos os lugares e todos os tablados e todos os quadros-negros, também. LMSs têm mais do que deficiências, mas o maior dilema que eles colocam é que eles criam a ilusão de aprendizagem digital sem realmente nunca encontrar a Internet. Como todas as ilusões, essa é enganosa, porque a aprendizagem digital (e por necessidade, a pedagogia digital) ocorre em toda a web.

Jesse Stommel escreveu em Decodificando a Pedagogia Digital, pt. 2: Mapeamento do Terreno:
As ferramentas que usamos para a aprendizagem, as que se tornaram tão onipresentes, cada influência o que, onde e como aprendemos e, mais ainda, a forma como pensamos sobre a aprendizagem. Livros. Pixels. Trackpads. Teclados. E-books. Bancos de dados. Arquivos digitais. Aprender sistemas de gestão. Novas plataformas e interfaces são desenvolvidas a cada semana, aparecendo como margaridas (ou incêndios). Nenhuma dessas ferramentas tem o que mais valorizamos em educação,  codificados com antecedência.

Mas não há verdadeiros muros na Internet, apenas as paredes que nós escolhemos. Podemos ensinar parte de nossa classe no chão e parte dela a partir de um LMS, ou podemos colocar o nosso programa on-line e realizar discussões Backchannel no Twitter entre as classes. Mas, como os professores nunca podemos estar certos de que os nossos alunos vão escolher as mesmas paredes que escolhemos para eles. Enquanto eles estão em nossa sala de aula, eles também estão no Twitter e Facebook. E ao fazê-lo, eles fizeram a extensao da classe e sua própria participação em curso. Eles quebraram as paredes da sala de aula (ou LMS) por conta própria, e assim discriminaando os limites de quando e onde a aprendizagem ocorre.

Saber que os alunos podem quebrar as paredes entre as quais pretendemos ensiná-los significa que devemos ajustar a nossa abordagem pedagógica. E esse é o cerne da pedagogia digital: um reconhecimento de que o espaço de aprendizagem é mais fluido e adaptável do que poderíamos ter planejado.

Antes de se perder na discussão de quais sao as ferramentas para ensinar ou se ensinar ferramentas no lugar do conteúdo de ensino, é importante fazer a pergunta: estamos ensinando digitalmente? E se nós estamos, há uma série de conseqüências.


  1. Nossa pedagogia digital deve inevitavelmente reconhecer a capacidade dos estudantes para controlar e escolher ferramentas para a sua própria aprendizagem.  
  2. Não podemos compensar todas as maneiras que os alunos irão escolher para processar sua aprendizagem em espaços digitais, e assim torna-se vital ensinar os alunos não sobre as ferramentas em particular, mas sobre como escolher ferramentas para o seu uso.
  3. Para que os alunos a escolham as ferramentas para seu próprio uso, eles devem ter um senso de si mesmos como aprendizes muito mais do que um sentido de nós, como professores.  
  4. Devemos capacitar os alunos a usar a web (porque eles vão usar) de maneira a apoiar a sua aprendizagem. Isso significa integrar o uso de telefones inteligentes, tablets e laptops nas salas de aula. Significa, também, convidar os alunos a se conectarem uns com os outros fora dos caminhos que pretendemos que eles se conectem. Vamos aprender a ir para onde eles vão.
Pedagogia Digital é diferente do ensino online, pois permite-nos abrir-se à aprendizagem e ao ensino de forma que a educação presencial não permite. Quando trazemos a Internet em nosso ensino, e realmente abraçamos tudo o que os engendra digitalmente, abrimos os nossos alunos (e nós mesmos) a um mundo totalmente novo em rede, de aprendizagem conectada.

Sean Morris 
http://learning.instructure.com/
 

12 de março de 2014

14 coisas que estão obsoletas nas escolas do século 21



Dizer que tem sido sempre assim, não conta como uma justificativa legítima para que continue desse jeito. Professores e administradores de todo o mundo estão fazendo coisas incríveis, mas algumas das coisas que nós ainda estamos fazendo, apesar de todas as novas soluções, pesquisas e ideias lá fora, é, no mínimo, inacreditável.

 Eu não estou dizendo que devemos apenas melhorar o sistema atual... devemos transformá-lo em algo mais.

Abaixo há uma lista de 14 coisas que são obsoletas nas escolas do século 21 e a esperança é de que inspire discussões acaloradas sobre o futuro da educação.


1. Salas de Informática

A ideia de levar toda uma classe para uma sala de informática com equipamentos obsoletos, uma vez por semana, para praticar suas habilidades de digitação e enviá-los de volta para a sala de aula 40 minutos depois, é obsoleta.

Computadores ou tecnologia não devem ser apenas um assunto específico, isso não é mais suficiente, mas sim deveria ser parte integrante de todos os sujeitos e construído no currículo.




2. Salas de aula isoladas

As salas de aula podem ser isoladas de duas formas: Uma onde os pais, professores ou convidados não são bem-vindos, porque a porta e cortinas estão sempre fechadas; a outra maneira é estar isolado de todo o conhecimento fora das quatro paredes. Por exemplo a partir da Internet, vídeos, blogs, sites e visitas de autores ou cientistas através do Skype, para citar alguns.

Tony Wagner, o autor do "Global Achievement Gap" diz: "O isolamento é o inimigo da melhoria". A sala de aula deve ser aberta, os professores devem ser capazes de entrar e aprender uns com os outros, os pais devem visitar muitas vezes. Salas de aula isoladas são, portanto, obsoletas.


3. Escolas que não têm Wi-Fi 



As escolas que não têm uma rede Wi-Fi robusta para funcionários e alunos não estão apenas perdendo uma grande mudança para o ensino e aprendizagem, mas roubando dos alunos do acesso ao conhecimento e também limitando suas chances de aprender sobre a internet e usar a tecnologia de forma segura.

Escolas do século 21 permitem que os alunos e funcionários aprendam em qualquer lugar, a qualquer hora e as escolas que não permitem estão obsoletas.
 







4.  Proibir celulares e tablets

Tomar telefones e tablets de estudantes, em vez de usá-los para melhorar a aprendizagem, é obsoleto. Devemos celebrar as tecnologias que os alunos trazem e usá-los como ferramentas de aprendizagem.

Celular já não é apenas o dispositivo que envia texto e faz chamadas de telefone... quando eles eram apenas isso, então proibi-los era OK. Hoje, há mais poder de processamento no telefone celular, do que a NASA teve acesso quando eles mandaram um homem à Lua em 1969. No entanto, a maioria dos alunos sabe como usar esses dispositivos para redes sociais e jogos.

Hoje você pode editar um filme, fazer um programa de rádio, tirar fotos, fazer cartazes, sites, blog, twittar com um personagem de um livro. Devemos mostrar aos nossos alunos as possibilidades de aprendizagem e transformar essas distrações em oportunidades de aprendizagem que vão muito fora da sala de aula.


5. Diretor técnico com um acesso de administrador

Ter uma pessoa responsável pelo sistema de informática trabalhando a partir de um escritório, sem janelas, no porão da escola, cercado por computadores antigos, atualizando os programas e dizendo ao pessoal quais ferramentas de tecnologia que podem ou não usar... está obsoleto.

Hoje precisamos de coordenadores de tecnologias que saibam o que os professores e os alunos precisam para terem êxito e que resolvam problemas em vez de criar barreiras. Alguém que ajude as pessoas a ajudarem a si mesmos, dando-lhes responsabilidades e encontrando maneiras melhores e mais baratas de fazer as coisas.
 








6.  Os professores que não compartilham o que eles fazem 



Os professores que trabalham em silêncio e que não discutem ideias com as pessoas ao redor do mundo estão obsoletos. Os professores não estão mais trabalhando localmente, mas globalmente e é nosso trabalho compartilhar o que vemos e fazemos e o que os outros estão fazendo. Se um professor não é mais um aprendiz, então ele não deveria estar ensinando outras pessoas.

Devemos todos twittar, blogar e compartilhar o que funciona e o que não funciona, obter e dar parecer dos colegas de trabalho sobre todo o mundo. Devemos estar constantemente melhorando nosso ofício, porque o desenvolvimento profissional não é uma oficina de três horas, uma vez por mês, mas um processo ao longo da vida.

"Nós não aprendemos com a experiência... aprendemos refletindo com a experiência."- John Dewey


7.  As escolas que não têm Facebook ou Twitter

Instituições de ensino que pensam que colocar uma notícia no site da escola a cada duas semanas e publicar um boletim mensal é suficiente para manter os pais informados estão obsoletas.

A escola deve ter uma página no Facebook, notícias de ações e informações para os pais, ter uma conta no Twitter e sua própria hashtag, executar seu próprio canal de TV online onde os alunos filmem, editem e publiquem coisas sobre eventos da escola.

Se você não contar a sua história, alguém o fará.


8.  Bar da escola sem comida saudável

Cantinas escolares que se parecem e funcionam quase como restaurantes de fast food, onde os funcionários e estudantes compram  refeições baratas, rápidas e sem serem saudáveis também ​​estão  obsoletas. As crianças devem colocar a comida no seu próprio prato e até mesmo limpar depois, porque isso é uma parte de crescer e aprender sobre responsabilidade. O que as escolas do século 21 deveriam estar fazendo bem é plantar suas próprias frutas e legumes, onde os alunos aprendem sobre a natureza. A criação de uma horta para ajudar na alimentação dos alunos seria ideal, mas se isso não é possível (por exemplo, em grandes escolas da cidade), outra opção é criar um windowfarm em algumas das janelas da escola.



9. Começar a escola às 8 horas para os adolescentes  


Pesquisam mostraram repetidas vezes que os adolescentes fazem e sentem-se melhor nas escolas onde as aulas começam mais tarde. Muitas vezes, as necessidades de pais e administradores ficam no caminho dessa mudança. Pesquisas (The Journal of Developmental & Behavioral Pediatrics) apontaram que atrasar o início da aula uns 50 minutos tem um efeito positivo tanto na aprendizagem como nas  atividades depois da escola. As escolas que não fazem isso estão obsoletas.

Começar mais tarde é fácil e os professores podem usar o tempo extra na parte da manhã para preparar aula.


 10. Comprar pôster, website  e panfleto para a escola


Quando a sua escola precisa de um cartaz, panfleto ou um novo site não deve comprar o serviço de algum outro lugar (apesar de que às vezes pode ser o caso) e sim permitir que os alunos façam. Nas melhores escolas do futuro, eles serão os únicos a fazê-lo como um projeto real que tem sentido e como um projeto colaborativo em linguagem e arte.... usando a tecnologia.



11. Bibliotecas tradicionais

 As bibliotecas que contêm apenas livros e mesas estão obsoletas.

A biblioteca do século 21 deve estar no centro da escola e num lugar onde alunos e funcionários possam entrar para relaxar, ler, ter acesso à dispositivos poderosos,
editar vídeos, música, entre outros. Este espaço de aprendizagem do século 21 deve dar às pessoas uma chance igual de usar esses dispositivos e acesso à informação. Caso contrário, essas bibliotecas vão se transformar em museus onde as pessoas vão olhar para todas as coisas que costumavam usar.


12. Todos os alunos recebem o mesmo

 Colocar as crianças na mesma classe, porque eles nascem no mesmo ano é obsoleto. Os sistemas escolares foram originalmente criados para atender às necessidades do industrialismo. Naquela época, precisávamos de pessoas para trabalhar nas fábricas, conforme era boa e ninguém foi feito para se destacar ou ser diferente nesse ambiente. Isso não atende as nossas necessidades de hoje, e muito menos o futuro, mas muitas escolas ainda estão configuradas como as fábricas há 100 anos.  

Devemos aumentar as escolhas, dar às crianças apoio para crescer no que lhes interessa e não apenas dar-lhes mais atenção nas coisas em que não se saem tão bem. Na maioria das escolas, se você é bom em Arte, mas ruim em Alemão, você terá aulas de Alemão para obter a paridade com os outros alunos, em vez de excelência em Arte... Tudo igual, tudo a mesma coisa!

A educação deve ser individualizada, os alunos devem trabalhar em grupos, independentemente da idade e sua educação deve ser construída em torno de suas necessidades.


13.   Desenvolvimento profissional - capacitação igual para todos

 Uma escola que apenas envia todo o pessoal para uma capacitação uma vez por mês, onde todos recebem o mesmo está obsoleta. O desenvolvimento profissional é geralmente de cima para baixo em vez de baixo para cima, onde todos conseguiriam o que querem e precisam. Isso porque dar a todos (incluindo estudantes) o que eles precisam e querem leva tempo e dinheiro.

Com coisas como Twitter, Pinterest, artigos online, livros, vídeos, cooperação e trocas, funcionários podem personalizar o seu desenvolvimento profissional.


14.  Testes padronizados para medir a qualidade da educação

Testes padronizados para avaliar se as crianças aprenderam ou não é a coisa mais estúpida que podemos fazer e nos dá uma visão superficial do aprendizado. Os resultados, embora moderadamente importantes, medem apenas uma pequena parte do que queremos que os nossos alunos aprendam e, concentrando-se sobre esses exames, estamos estreitando o currículo. A pesquisa de Alfie Kohn apontou ainda uma correlação estatisticamente significativa entre notas altas em testes padronizados e uma abordagem superficial à aprendizagem.

O mundo de hoje e as necessidades da sociedade são completamente diferentes do que costumavam ser. Nós não estamos apenas formando pessoas para trabalhar localmente, mas globalmente. Com teste padronizado, como o PISA, estamos estreitando o currículo, e todos os países da OCDE estão ensinando a mesma coisa. Por isso todos nós produzimos o mesmo tipo de trabalho, trabalhadores desatualizados, para trabalhar em fábricas. Pessoas que podem cumprir, se comportam e são como todo mundo. 

Andrea Schleicher (2010) disse: "As escolas têm de preparar os estudantes para empregos que ainda não foram criados, para as tecnologias que ainda não foram inventadas e para os problemas que não sabemos que vão surgir."

Educação padronizada pode ter sido a resposta uma vez, mas dizer que está obsoleta é dizer o mínimo e é apenas uma maneira de tentar reparar o sistema quebrado. Os resultados desses testes são, de acordo com Daniel Pink (2005), uma contradição direta com as habilidades que precisamos hoje. Essas habilidades são, por exemplo, design, história, empatia, jogo e significado.

Devemos ter a solução de problemas reais, fazendo perguntas que são importantes, em vez de lembrar e repetir fatos. As realizações dos adultos estão ligadas muito mais fortemente a sua criatividade do que ao QI e deveríamos estar comemorando conhecimento e interesse diversos em vez de tentar padronizar conhecimentos e habilidades.

Eu me pergunto se as escolas finalmente est
ão mudando sua direção, se desenharam um novo teste que não mediria Matemática,  Ciência e a Literatura, mas a empatia, pensamento criativo e habilidades de comunicação... Talvez isso seja tudo o que precisamos.

Ingvi Hrannar Ómarsson