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20 de janeiro de 2014

Orientações para pais e professores de crianças com atraso no desenvolvimento de linguagem

 Uma criança com atraso no desenvolvimento de linguagem é aquela que se apresenta em uma fase do desenvolvimento de linguagem não condizente com sua idade, mas que as características que está apresentando não são diferentes da linguagem de uma criança mais nova. Ou seja, ela está no processo de desenvolvimento de linguagem, só que atrasada.

Parece redundante, mas, para ficar mais claro, vamos aos sintomas:

• a criança compreende, mas não fala, ou sua fala é ininteligível;
• geralmente, não tem deficiência auditiva, deficiência mental, transtorno global do desenvolvimento, ausência dos órgãos fonoarticulatórios;
• geralmente sua brincadeira também é bastante empobrecida, em decorrência da ausência ou deficiência de interação com o adulto;
• quando quer pedir algo, aponta ou leva o adulto até o objeto desejado;
• fica nervosa ou furiosa quando não é atendida.


Se pensarmos no atraso de desenvolvimento de linguagem em uma criança com desenvolvimento global adequado para sua idade, sem patologias associadas, poderíamos arriscar dizer que as possíveis causas desse atraso seriam a diminuição ou a ausência de estímulos, a superproteção familiar, a deficiência na interação entre adulto e criança e a falta de limites dos pais para a criança.

Por que uma criança irá pedir algo falando se, quando ela aponta, ganha de imediato o objeto de seu desejo? Você falaria?

Nós, adultos, aprendemos estudando, lendo, conversando com um amigo, etc. A criança só aprende brincando e interpretando as coisas do dia-a-dia através da brincadeira. Ela aprende, inclusive, a falar, através da brincadeira.

A orientação mais eficiente para trabalhar com uma criança com atraso no desenvolvimento da linguagem é que o adulto sente na altura da criança e brinque com ela, mas com brincadeiras de faz de conta, que exijam que a criança fale, nem que seja apenas o som que os animais fazem. Brincadeiras tipo fazendinha, posto de gasolina, casinha e comidinha.

O adulto deve sempre falar corretamente com a criança, para que ela possa ter o modelo correto, e não usar diminutivos. Casa é muito mais fácil de repetir que casinha, pé é mais fácil que pezinho.

Quando a criança pede as coisas apontando, o adulto não deve entregar imediatamente. Sempre perguntar o que ela quer, dando duas opções de resposta, por exemplo, “o que você quer? É o pão ou a bolacha? Porque, se apenas perguntamos o que ela quer, no início da aquisição da linguagem, a criança pode não saber a palavra correspondente àquele objeto, mas se dermos o modelo fica mais fácil para que ela repita.

Precisamos também explicar que não é na primeira emissão de fala que a criança irá falar a palavra corretamente, por exemplo, para bolacha, ela vai começar falando “bo” ou “acha”. E que isto é o processo de aquisição normal, mesmo que ela seja uma criança mais velha.