teste

Graduações
a Distância
Informática
na Educação
Cursos
a Distância
Capítulos e
livros publicados
Artigos
Publicados
Legislação
em EAD
Referenciais de
Qualidade em EAD
Currículo
Lattes

14 de setembro de 2013

Concepções de ensino e aprendizagem

A todo momento precisamos refletir sobre o nosso próprio fazer profissional e sobre a nossa concepção de homem, de mundo de sociedade, de educação, de ensino e de aprendizagem.

É necessário, também, termos o entendimento dos aspectos que constituem o sujeito humano, o aprendente, - o cognitivo, o afetivo, o psicomotor -, pois o sujeito que aprende vive num contexto histórico e social e, para aprender, não seleciona somente um aspecto (como ainda pensam algumas pessoas - o cognitivo). O sujeito é inteiro, e o tripé cognição, afeto e motricidade é indissociável.



O MENININHO

Helen Buckley 

Era uma vez um menininho bastante pequeno que contrastava com a escola bastante grande. Quando o menininho descobriu que podia ir à sala caminhando pela porta da rua, ficou feliz. A escola não parecia tão grande quanto antes. 

Uma manhã a professora disse: 

- Hoje nós iremos fazer um desenho. 

“Que bom!”, pensou o menininho. Ele gostava de desenhar: leões, tigres, galinhas, vacas, trens e barcos... pegou sua caixa de lápis de cor e começou a desenhar. 

- Esperem, ainda não é hora de começar! 

Ela esperou até que todos estivessem prontos. 

- Agora, nós iremos desenhar flores. 

E o menininho começou a desenhar bonitas flores com seus lápis rosa, laranja e azul. 
- Esperem, vou mostrar como fazer. 

E a flor era vermelha com o caule verde. 

- Assim, disse a professora, agora vocês podem começar. 

O menininho olhou para a flor da professora, então olhou para a sua flor. Gostou mais da sua flor, mas não podia dizer isto... virou o papel e desenhou uma flor igual a da professora. Era vermelha com o caule verde. 

No outro dia, quando o menininho estava em aula ao ar livre, a professora disse: 

- Hoje nós iremos fazer alguma coisa com o barro. 

- “Que bom!” pensou o menininho. Ele gostava de trabalhar com o barro. Podia fazer com ele todos os tipos de coisas: elefantes, camundongos, carros e caminhões. Começou a juntar e amassar sua bola de barro. 

- Esperem, não é hora de começar! 

Ela esperou até que todos estivessem prontos. 

- Agora nós iremos fazer um prato. 

- “Que bom!”, pensou o menininho. Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos. 

- Esperem, vou mostrar como se faz. Assim... Agora vocês podem começar. 

E o prato era fundo. Um lindo e perfeito prato fundo.

O menininho olhou para o prato da professora, olhou para o próprio prato e gostava mais do seu, mas ele não podia dizer isso... Amassou seu barro numa grande bola novamente e fez um prato fundo, igual ao da professora. 

E muito cedo o menininho aprendeu a esperar e a olhar e a fazer as coisas exatamente como a professora. E muito cedo ele não fazia mais as coisas por si próprio. 

Então, aconteceu que o menininho teve que mudar de escola. Essa escola era ainda maior que a primeira. Ele tinha que subir grandes escadas até a sua sala.

Um dia a professora disse: 

- Hoje nós vamos fazer um desenho. 

- “Que bom!”, pensou o menininho. E esperou que a professora dissesse o que fazer. Ela não disse. Apenas andava pela sala. Quando veio até o menininho falou: 

- Você não quer desenhar? 

- Sim. O que é que nós vamos fazer? 

- Eu não sei até que você o faça. 

- Como eu posso fazer? 

- Da maneira que você gostar. 

- E de que cor? 

- Se todo mundo fizer o mesmo desenho e usar as mesmas cores, como eu posso saber qual o desenho de cada um? 

- Eu não sei! 

E começou a desenhar uma flor vermelha com um caule verde...


Fonte: BUCKLEY, Helen E. O menininho. Disponível em: <http://www.ufrrj.br/leptrans/arquivos/O_menininho.pdf> Acesso em: 14 set. 2013.