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30 de setembro de 2013

Eles foram longe... sem sair de casa.


Os 5359 estudantes brasileiros matriculados em cursos superiores a distância no início dos anos 2000 sofreram. Ninguém sabia muito bem o que era aquilo - nem mesmo as instituições que começavam a explorar a nova modalidade de graduação, para a qual muitos círculos acadêmicos torciam o nariz. Para essas rodas, não passava de um "supletivo de smoking", ainda que o MEC chancelasse o diploma. A acidez contra o canudo conquistado online, quase sem sair de casa, tinha sua razão de ser; a maioria dos cursos estava mesmo à margem da excelência. Muito mudou nesta última década, a começar pela ordem de grandeza: a turma que faz a universidade a distância se multiplicou por - isso mesmo - 170 vezes. De cada seis jovens no país, um tenta hoje o diploma online. O contingente já beira 1 milhão de pessoas. A boa notícia é que não são mais apenas cursos de segunda linha que circulam na rede (apesar de esses ainda estarem lá). A internet se abriu para um universo do mais alto nível, desbravando a trilha da qualidade para muita gente que nem imaginava mais na condição de estudante.

A trajetória dos brasileiros [...] já foi impactada pela graduação a distância. Alguns desses sobrenomes são estreantes no ensino superior - os pais interromperam o ciclo escolar bem antes disso. Para outros que já têm diploma, mas nem se lembravam mais de como era estudar, a internet se apresentou como uma chance de voltar a aprender e até mudar de rumo. Um terceiro grupo aproveita a entrada de instituições prestigiadas no circuito para lapidar o currículo com novas especializações, um carimbo para, quem sabe, alçar voos de maior ambição. Ainda que pese toda essa diversidade, os últimos dados sobre o típico estudante da rede mostra que o perfil está mudando e é cada vez mais semelhante ao dos que se graduam no modo tradicional: a maioria são jovens e vivem em cidades onde o que não falta são prédios universitários, segundo um levantamento da consultoria Hoper. A rede foi a forma que eles encontraram de acomodar os estudos onde não cabia mais nada. "Tinha certo receio de fazer o MBA online, mas era isso ou nada. Foi isso, e funcionou", diz a paulista Lilia Figueiredo, 30 anos, entre os que seguram o diploma (em papel mesmo) da Fundação Getulio Vargas.

É verdade que os cursos de menos prestígio e qualidade ainda predominam. Nos últimos anos, eles se pulverizaram por pequenos polos em todo o país, enquanto as universidades de renome ainda hesitavam em se aventurar por terreno tradicionalmente tão malvisto no Brasil. Para se ter uma ideia, a Universidade de São Paulo enfrentou até protestos de alunos enfurecidos contra os cursos "de segunda classe"; alegavam que manchariam a reputação local (hoje a USP oferece MBAs a distância). Transpor o ensino de qualidade para a internet não é trivial. Mas, com mais de 70% dos jovens brasileiros fora da universidade, a chance de investir relativamente pouco para expandir e já algum conhecimento acumulado sobre a experiência online, as melhores instituições demonstram disposição para tentar. "É consenso entre as boas faculdades que não dá mais para ficar de fora", resume Licinio Motta, diretor da pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Bom para os alunos.

Há alguns balizadores da qualidade na rede. O principal é a frequência do contato - seja ele em chats, fóruns ou ao vivo - com o professor. Enquanto nos cursos de segunda linha eles despejam a matéria na internet e desaparecem, nos de bom nível estão a postos para videoconferências e encontros com hora marcada. Aliás, as aulas destes cursos, dadas em tempo real, fazem as palestras gravadas parecer coisa da Idade da Pedra. Também certas instalações (de tijolos) são imprescindíveis. Já pensou cursar Química ou Biologia (Medicina ainda não tem) sem pisar num laboratório?

O desempenho dos alunos surpreende: segundo o MEC, as notas dos que aprendem na rede já chegam a superar ligeiramente as dos que frequentam classes in loco. "A autonomia exigida em um curso a distância força o aluno a ganhar foco e eficiência", observa o especialista em tecnologias educacionais João Mattar. Diante de uma oferta relativamente nova - até 1996, não havia sequer legislação para essas graduações no Brasil -, as empresas ainda não distinguem bem as diferenças de qualidade e costumam estreitar a peneira para quem tem tais diplomas. A julgar pela experiência dos países mais ricos da OCDE - onde as melhores universidades estão há tempos no jogo e um terço dos universitários estuda a distância -, isso muda à medida que o mercado vai amadurecendo. Para a turma que só precisou sair de casa para receber o diploma, as mudanças já começaram.



Fonte:
Veículo: VEJA 
Data: 02/10/2013
Editorial: Educação 
Jornalista(s): Nathália Butti e Helena Borges 
Página: 112

29 de setembro de 2013

Currículo


Carla Simone Bittencourt Netto de Souza

  • Endereço para acessar este CV: http://lattes.cnpq.br/2259051468212182



Pós-doutorado em EAD na Universidad Nacional de Educación a Distancia - UNED. Doutora em Educação, com Doutorado sanduíche na The University of Texas at Austin, Mestre em Educação em Ciências e Matemática, Especialista em Educação a Distância, Especialista em Psicopedagogia e Pedagoga em Multimeios e Informática Educativa, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS. Possui experiência na área da Educação, com ênfase em Educação a Distância, atuando principalmente nos seguintes temas: Educação a Distância, Informática na Educação, Ambientes Virtuais de Aprendizagem, Formação Docente em EAD, Qualidade do Ensino Superior na Modalidade a Distância e Acreditação da Educação Superior.


Identificação



Nome
Carla Simone Bittencourt Netto de Souza
Nome em citações bibliográficas
NETTO, Carla


Pós-doutorado



2014 - 2014
Pós-Doutorado.
Universidad Nacional de Educación a Distancia.
Bolsista do(a): Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.
Grande área: Ciências Humanas / Área: Educação / Subárea: Educação a Distância.
Grande Área: Ciências Humanas / Área: Educação / Subárea: Avaliação da graduação na modalidade a distância.
Grande Área: Ciências Humanas / Área: Educação / Subárea: Acreditação do ensino supeirior.




2010 - 2012
Doutorado em Educação (Conceito CAPES 6).
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, PUCRS, Brasil.
com período sanduíche em University of Texas at Austin (Orientador: Patricia Somers).
Título: Avaliação da Qualidade dos Cursos de Graduação a Distância: reflexões a cerca do modelo brasileiro, Ano de obtenção: 2012.
Orientador: Lúcia Maria Martins Giraffa.
Bolsista do(a): Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.
Palavras-chave: Ensino Superior; Educação a Distância; Indicadores de Qualidade.
2007 - 2009
Mestrado em Educação em Ciências e Matemática (Conceito CAPES 4).
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, PUCRS, Brasil.
Título: Licenciaturas na modalidade a distância e o desafio da qualidade: uma proposta de indicadores para aferir qualidade nos cursos de Física, Química, Biologia e Matemática,Ano de Obtenção: 2009.
Orientador: Lúcia Maria Martins Giraffa.
2013 - 2015
Especialização em Psicopedagogia. (Carga Horária: 440h).
Instituto Educacional do Rio Grande do Sul.
2006 - 2007
Especialização em Novas Tecnologias em Educação a Distância.
Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial - RS, SENAC/RS, Brasil.
Título: Equipe EAD: A importância do Trabalho Integrado.
Orientador: Marcia Paul Waquil.
2013
Graduação em andamento em Psicologia.
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, PUCRS, Brasil.
2001 - 2004
Graduação em Pedagogia Multimeios e Informática Educativa.
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, PUCRS, Brasil.
Título: Interatividade em Ambientes Virtuais de Aprendizagem.
Orientador: Elaine Turk Faria.

Formação Complementar







2014 - 2014
Comunicación en entornos virtuales de aprendizagem. (Carga horária: 2h).
Universidad Nacional de Educación a Distancia.
2013 - 2013
Reinventando Novas e Velhas Práticas. (Carga horária: 20h).
Centro Universitário Leonardo da Vinci.
2010 - 2010
Extensão universitária em Desarrollo y Análisis de Encuestas Educativas. (Carga horária: 20h).
Commission Fullbright.
2009 - 2009
Extensão universitária em Desenvolvimento Neuropsicopedagógico. (Carga horária: 60h).
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, PUCRS, Brasil.
2007 - 2008
Extensão universitária em Equipe EAD: A importância do trabalho integrado. (Carga horária: 48h).
Centro Universitário Metodista, IPA-RS, Brasil.
2007 - 2007
Extensão universitária em METODOLOGIAS EM EAD - Nível Intermediário. (Carga horária: 36h).
Centro Universitário Metodista, IPA-RS, Brasil.
2006 - 2006
Extensão universitária em LMS Moodle - EAD. (Carga horária: 12h).
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, PUCRS, Brasil.
2003 - 2003
Extensão universitária em Capacitação Docente em EAD. (Carga horária: 106h).
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, PUCRS, Brasil.

28 de setembro de 2013

Youtube lança biblioteca de áudio de uso livre



Youtube acaba de anunciar o lançamento da biblioteca de áudio para que cada autor de vídeo no Youtube ou qualquer projeto tenha acesso a mais de 150 faixas instrumentais livres de royalties, para uso sem restrições.

O link para a nova biblioteca pode ser encontrado no Painel de Controle, em Ferramentas de Criação - Biblioteca de áudio.

Os temas instrumentais podem ser exploradas através de estilo, gênero, instrumento e duração do mesmo. Há uma lista de temas destacados e há a possibilidade de adicionar músicas favoritas da biblioteca na aba Favoritos.

Cada uma das músicas pode ser baixada como MP3 a 320 Kbps.

UNESCO promove o uso de telefones celulares na educação


A UNESCO publicou um documento com dez recomendações aos governos, a fim de promover a implementação de políticas que usam telefones celulares como um recurso em sala de aula. O documento foi apresentado em Paris no evento Mobile Learning Week 2013

Por outro lado, é tudo sobre a difusão de uma série de boas razões para usar o telefone como um aliado no processo educativo.



UNESCO (2013) Policy guidelines for mobile learning. United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization. Parías: Francia. http://unesdoc.unesco.org/images/0021/002196/219641E.pdf


a) Recomendações aos governos:
  • Criar ou atualizar políticas relacionadas com a aprendizagem móvel. 
  • Capacitar os professores para promover a aprendizagem através de tecnologias móveis. 
  • Prestar apoio e formação aos professores por meio de tecnologias móveis. 
  • Criar e otimizar o conteúdo educacional para uso em dispositivos móveis. 
  • Garantir a igualdade de gênero para os alunos móveis. 
  • Expandir e melhorar as opções de conectividade, garantindo equidade. 
  • Desenvolver estratégias para proporcionar igualdade de acesso para todos. 
  • Promover o uso seguro, responsável ​​e saudável das tecnologias móveis. 
  • Utilizar a tecnologia móvel para melhorar a comunicação e a gestão da educação. 
  • Aumentar a conscientização sobre a aprendizagem móvel.

b) Razões para usar o telefone como um aliado no processo educativo:

  • Aumenta o alcance e a equidade da educação. 
  • Facilita a aprendizagem personalizada. 
  • Proporciona feedback e avaliação imediata. 
  • Permite a aprendizagem a qualquer hora e em qualquer lugar. 
  • Assegura uma utilização mais produtiva do tempo em sala de aula.
  • Cria novas comunidades de aprendizes. 
  • Apoia a  aprendizagem situada (realidade aumentada). 
  • Facilita a continuidade da experiência da aprendizagem. 
  • Conecta a aprendizagem formal e a informal. 
  • Reduz a perturbação da educação em casos de conflitos e desastres. 
  • Ajuda alunos com deficiência. 
  • Melhora a comunicação e a administração. 
  • Minimiza os custos e maximiza a eficiência.

26 de setembro de 2013

Educação a Distância cresce mais que a presencial


A Educação a Distância (EAD) cresceu mais que a educação presencial de 2011 a 2012. Em um ano, houve um aumento de 12,2% nas matrículas da EAD, enquanto a educação presencial teve um aumento de 3,1%. Apesar do crescimento, a modalidade a distância ainda representa 15,8% das matrículas. Os dados são do Censo da Educação Superior de 2012, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC).

O índice do ensino fora de sala de aula ainda é baixo, segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. "Quando olha para a OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico], quase a metade das vagas é a distância. Temos espaço para crescer". Ele ressalta que é preciso garantir a qualidade do ensino. A intenção é ampliar a oferta nas instituições federais. De acordo com o censo, a maior parte das matrículas em EAD está na rede privada (83,7%) e é oferecida por universidades (72,1%).

No ensino presencial, o ministro destacou o crescimento das matrículas nos cursos tecnológicos, que aumentaram 8,5% de 2011 a 2012. Segundo Mercadante, o crescimento foi significativo, embora os cursos concentrem apenas 13,5% das matrículas. As matrículas de bacharelado cresceram 4,6% e representam 67,1% do total, enquanto nos cursos de licenciatura, o crescimento foi 0,8% - 19,5% das matrículas são em licenciatura.

Quanto ao turno, em 2012, mais de 63% dos alunos dos estudantes presenciais de graduação estudavam à noite. Na rede privada, 73% das matrículas é nesse turno. Na rede federal, a maior parte das matrículas, 70% é no turno diurno. O ministro explica que o ensino noturno é importante para que parcela da população que precisa trabalhar tenha acesso ao ensino superior.

"Temos aumentado a oferta de ensino noturno nas federais também, mas essas instituições mantêm também o diurno", diz. "O ensino diurno permite mais tempo ao estudo. Quem estuda no noturno em geral trabalha durante o dia. No diurno, estuda-se em um turno e trabalha-se no contraturno. Na média, o diurno tem desempenho acadêmico melhor que o noturno".

Os cursos com maior número de alunos no Brasil são Administração (833.042), Direito (737.271) e Pedagogia (602.998). Em seguida vem Ciências Contábeis (313.174), Enfermagem (234.714), Engenharia Civil (198.326), Serviço Social (172.979), psicologia (162.280), Gestão de Pessoal (157.753) e Engenharia de Produção (129.522).

O censo aponta que o ensino superior atingiu, no ano passado, 7.037.688 de matrículas na graduação, o que representa crescimento de 4,4% em relação a 2011. O número de calouros foi 2.747.089, um crescimento de novas matrículas de 17,1% em relação a 2011. O número de concluintes teve uma variação menor, 3,3%, passando de 1.016.713 em 2011 para 1.050.413 em 2012.

25 de setembro de 2013

Criando quebra-cabeça


Up in Pieces é um aplicativo que transforma fotos em um jogo de quebra-cabeça. É um interessante recurso para trabalhar com as crianças em sala de aula, desde a criação do quebra-cabeça, a partir de imagens que sejam do interesse do aluno.
É um aplicativo gratuito e que possibilita a construção e o compartilhamento do jogo, o que o torna muito útil em sala de aula.

É possível importar qualquer imagem de sua biblioteca de fotos para o Up in Pieces. Isso significa que seus puzzles poderiam vir de...

  • fotos tiradas com a câmera;
  • imagens gravadas a partir de páginas web;
  • imagens tiradas em qualquer aplicativo;
  • colagens feitas com Pic Collage;
  • slides exportados e salvos para o seu dispositivo a partir do PowerPoint em um Mac ou PC;
  • projetos salvos de aplicativos de desenho e fotografia.

23 de setembro de 2013

Sábio aprendiz



O sábio é tal, porque está convencido que é apenas um aprendiz 
e que o dia que deixar de ser um aprendiz, deixará de ser sábio.

20 de setembro de 2013

Vidas de Professores

A obra pretende chamar a atenção para as vidas dos professores, que constituíram, durante muitos anos, uma espécie de "paradigma perdido" da investigação educacional. Hoje sabemos que não é possível separar o eu pessoal do eu profissional, sobretudo numa profissão fortemente impregnada de valores e de ideais e muito exigente do ponto de vista do empenhamento e da relação humana. Como escreve Jennifer Nias: "O professor é a pessoa; e uma parte importante da pessoa é o professor".

Este livro procura despertar nos professores a vontade de refletir sobre os seus percursos profissionais, sobre o modo como sentem a articulação entre o pessoal e o profissional, sobre a forma como foram evoluindo ao longo da sua carreira. Pode ser que este interesse renovado pelas "histórias de vida" ajude a estimular novas investigações e estudos, que contribuam para produzir um pensamento propriamente pedagógico (e não apenas antropológico, histórico, psicológico ou sociológico) sobre a profissão docente.

Esta profissão precisa de se dizer e de se contar: é uma maneira de a compreender em toda a sua complexidade humana e científica. É que ser professor obriga a opções constantes, que cruzam a nossa maneira de ser com a nossa maneira de ensinar, e que desvendam na nossa maneira de ensinar a nossa maneira de ser.

Para acessar o livro em PDF, clique aqui.

O visitante

The Visitor (O Visitante) é um filme americano de 2007 escrito e dirigido por Thomas McCarthy e estrelado por Richard Jenkins. O filme trata da vida de um professor universitário, viúvo e solitário já na meia idade cuja vida muda quando se depara com questões como identidade, imigração e relações multiculturais em um mundo pós 11 de setembro.


Sinopse: Walter Vale é um viúvo solitário que dá aula de economia na Connecticut College. Ele preenche seu tempo com aulas de piano para tentar imitar sua esposa, uma pianista clássica, e frequentemente trabalha em um livro. Quando ele é mandado para Nova Iorque para apresentar um trabalho em uma conferência acadêmica na Universidade de Nova Iorque, ele não fica entusiasmado.

Ao chegar em seu apartamento em Manhattan, ele descobre um casal vivendo lá. Eles são Tarek, um sírio-palestino tocador de djembê, e Zainab, uma senegalesa designer de joias. Mais tarde descobre que ambos são ilegais no país. Embora não tenham para onde ir, eles juntam suas coisas e vão embora, porém Walter os segue e os convence a voltar. Nos dias que se seguem, uma amizade se desenvolve. Tarek ensina Walter a tocar o tambor, e os dois se juntam a um grupo de homens em uma roda de tambor no Central Park.

Na volta para casa, Tarek é injustamente acusado de pular a catraca do metrô, sendo preso por não pagar seu bilhete, indo parar em um centro de detenção para imigrantes no Queens. Para tentar impedir a deportação, Walter contrata um advogado. Sentindo-se incomodada por ficar no apartamento sozinha com Walter, Zainab muda-se para viver com familiares no The Bronx.

A mãe de Tarek, Mouna, inesperadamente chega em Nova Iorque vinda de Michigan quando ela não consegue contatá-lo. Também ilegalmente nos EUA, ela aceita a oferta de Walter para ficar no apartamento, e os dois desenvolvem uma amizade. Walter confessa que sua vida é tediosa; ele não gosta do curso que ensina há vinte anos, e o livro que ele diz estar escrevendo não está nem um pouco perto de ser completado. Mouna revela que seu falecido marido jornalista foi preso por escrever um artigo contra o governo na Síria, e que ela está preocupada com o futuro de seu filho caso Tarek seja deportado. Os dois começam a compartilhar uma simples vida doméstica, com Mouna fazendo comida para Walter, e ele levando-a para ver O Fantasma da Ópera na Broadway.

Sem aviso, Tarek é deportado e Mouna decide voltar a Síria para ficar com ele. Na última noite, Mouna se culpa por tudo que aconteceu de errado. Walter a leva para o aeroporto no dia seguinte. Sozinho mais uma vez, Walter toca tambor na plataforma da estação de metrô, como Tarek disse que ele gostaria de ter feito.

19 de setembro de 2013

Concentração na era da distração

Um dos problemas associados à disseminação do dispositivo digital é a chamada multitarefa. Essa possibilidade, nada fácil e nem real, de manter diversificado o número de ações realizadas de uma única vez e cujas consequências estão impactando sobre a incapacidade de muitos para concentrar-se naquilo que realmente deve ser feito. Uma amplificação de uma situação que de fato que já existia anteriormente: a existência de múltiplas distrações e o tornar-se cada vez mais disperso. Uma dispersão que afeta o nosso modo de funcionamento.

O mapa, abaixo, pode ser útil para os que se dispersam facilmente ou como uma forma de auxílio para todos nós na necessidade de 'concentração na era da distração'.


Fonte: XarxaTIC

17 de setembro de 2013

Ser professor


E porque é capaz de AMAR
pode encaminhar e ajudar as pessoas em seu processo de aprendizagem
pois as marcas serão deixadas.
Portanto, que elas sejam as melhores.


16 de setembro de 2013

A importância da metodologia no processo de ensino e aprendizagem

Ao falarmos em METODOLOGIA, é imprescindível definir qual a concepção que se tem do termo. Metodologia é um caminho, um 'modo de fazer', que utiliza-se de métodos, estratégias, recursos, técnicas, etc., conduzindo a resultados, sejam eles positivos ou negativos.


A questão metodológica está diretamente relacionada aos referenciais epistemológicos adotados pelo professor, às suas crenças, seus conceitos, seus pressupostos, àquilo que ele acredita. Daí a necessidade de um constante questionamento em relação a esses referenciais, buscando sempre uma coerência entre objetivos sociais e objetivos de ensino. 

É de extrema importância num contexto educacional, o professor ter bem presente que o seu papel é o de propiciar ao aluno situações de autoconstrução. E isso significa que o aluno é responsável pelo seu aprendizado, que o professor é mediador dessa autoconstrução e uma referência para o aluno. Portanto, sendo referência, além dos conteúdos específicos e através da metodologia, o professor ensina sua noção de mundo, os seus referenciais, suas crenças, seus valores, seus conceitos, seus ideais, seus pressupostos, o seu Eu.

Esses princípios estão presentes na hora da definição dos temas e assuntos a serem explorados em sala de aula e na escolha da metodologia. Querendo ou não, essa escolha não é neutra. Ela tem uma intencionalidade (mesmo que inconsciente) e está baseada nos referenciais do professor, naquilo que ele acredita. Por isso, é importante que o professor pense, reflita e questione qual é a sua visão de mundo.

No processo de ensino e aprendizagem, é preciso que seja levado em conta o interesse, a necessidade, a motivação e os conhecimentos prévios dos alunos. A aprendizagem está ligada ao ponto de partida do aluno. Cada um carrega uma bagagem de conhecimentos prévios e é preciso que o professor propicie conexão desses conhecimentos com os conteúdos novos, para que haja significado no que está sendo aprendido.

A metodologia adotada por um professor deve sempre levar a uma prática pedagógica emancipatória, ou seja, uma ação que propicie ao aluno situações de autoconstrução, que o faça pensar, refletir e questionar e que seja comprometida com todas as dimensões do saber. Nesse sentido, é importante que o professor adote uma proposta relacional, onde o processo de construção do conhecimento se dá na relação entre professor-aluno e aluno-aluno.

Estamos vivendo um tempo de grande ausência de valores e de referenciais sociais e espirituais, assim como, uma imensa falta de ética. A escola deve ser um espaço que leve em conta todas as dimensões do ser humano, não apenas o saber (conteúdo) e o saber fazer (técnica), mas também o saber ser e o saber conviver.

Portanto, é de extrema urgência o professor rever seu papel na educação, repensando não só a forma como os alunos aprendem, mas também o que eles aprendem na escola. É necessário que o professor tenha consciência que a sua maneira de ser, suas crenças e intenções, se revelam no que é ensinado aos alunos.

Carla Netto

15 de setembro de 2013

O papel dos avós na educação dos netos



Visitar a casa dos avós, geralmente, é sinônimo de diversão para os netos. Afinal, é lá que eles podem comer o que quiserem, brincar e ouvir muitas histórias. Mas não é apenas nas brincadeiras e na fuga da rotina que o papel dos avós é desempenhado. Eles são importantes para a educação informal das crianças.

De acordo com o estudo A colaboração dos avós na educação dos netos, publicado na revista Interfaces Científicas, em 2012, 70% dos professores de educação básica acreditam que as crianças que têm os avós próximos são mais calmas, mais organizadas, assíduas e têm menos problemas de saúde. Participaram da pesquisa 120 crianças, do 1º ciclo do ensino básico, oito professores e 200 avós e pais.

Para o coordenador do Grupo Acadêmico Pedagógico da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo – Fespsp, Ivan Russeff, a educação transmitida pelos avós está cada vez mais intensa por conta da rotina atribulada dos pais. “Há uma preocupação dos pais em não deixar filhos muito novos na escola e isso faz com que os avós entrem na educação diretamente”, observa. Para ele, essa relação não é negativa. “Pelo contrário. Nós prezamos tanto a participação da família na educação, que o papel dos avós se torna muito positivo”, diz.

Ana Mateus Silva, psicóloga e autora da pesquisa A colaboração dos avós na educação dos netos, acredita que o papel dos avós assemelha-se ao dos pais, porque tanto oferecem afeto e carinho como repreendem quando necessário. No estudo, ela afirma que “os avós valorizam muito a escola, a educação e, quando sentem que não conseguem ajudar os netos nos trabalhos da escola, definem estratégias para encontrar uma solução”.

Um ponto que merece destaque na relação entre avô e neto é a questão histórica. “O avô do século 21 frequentou uma escola ruim, de pura reprodução. Passar aos netos essa experiência servirá de apoio tanto para o neto quanto para ele mesmo, que terá de rever seus conceitos sobre o mundo em um período em que a educação formal passa por tantas reformas. Isso é um exemplo da educação cooperativa do educador e filósofo Paulo Freire”, avalia Russeff.

O diretor acadêmico destaca a oralidade como a maior contribuição do avô para a educação do neto. “A maior contribuição para o processo educacional está no momento em que o neto ouve as histórias de seus avós. É isso que forma quem somos, que constrói a nossa história e que nos deixa ligados ao nosso passado. Não há futuro sem passado”, afirma.

Para ele, a conversa traz benefícios à criança que vão além dos estudos. “Como o avô é, geralmente, mais tolerante que os pais, essa relação transmite maior paciência para os netos; e essa paciência gera respeito. Por isso, Paulo Freire definiu a amorosidade como fator importante na educação. Outro ponto essencial da conversa é a maturidade intelectual do avô, que vê as coisas de forma diferente, agregando valor às descobertas dos netos”, explica.

A tradição oral permite que a criança amplie a socialização dentro da escola. “Ela aprende a conversar dentro de casa. Não fica ali se distraindo apenas com a tecnologia. Consequentemente, leva isso para a sala de aula. Os educadores percebem claramente quando uma criança tem uma educação familiar, porque ela enfrenta as dificuldades com naturalidade. Os avós contribuem muito para esse processo”, completa Ivan Russeff.

Por Luana Costa / Blog Educação

O olhar do educador





É importante o professor entender e respeitar o ritmo de aprendizagem de cada um, de apostar no sujeito que aprende, pois o nosso olhar pode revelar o que as palavras não o fazem... 

e sobre isso, nós, educadores, devemos saber muito!

14 de setembro de 2013

Princípios Gerais da Linguística

habilidades e sensibilidades


A educação se divide em duas partes:
educação das habilidades e educação das sensibilidades.
Sem a educação das sensibilidades,
todas as habilidades são tolas e sem sentido. 

Rubem Alves


Concepções de ensino e aprendizagem

A todo momento precisamos refletir sobre o nosso próprio fazer profissional e sobre a nossa concepção de homem, de mundo de sociedade, de educação, de ensino e de aprendizagem.

É necessário, também, termos o entendimento dos aspectos que constituem o sujeito humano, o aprendente, - o cognitivo, o afetivo, o psicomotor -, pois o sujeito que aprende vive num contexto histórico e social e, para aprender, não seleciona somente um aspecto (como ainda pensam algumas pessoas - o cognitivo). O sujeito é inteiro, e o tripé cognição, afeto e motricidade é indissociável.



O MENININHO

Helen Buckley 

Era uma vez um menininho bastante pequeno que contrastava com a escola bastante grande. Quando o menininho descobriu que podia ir à sala caminhando pela porta da rua, ficou feliz. A escola não parecia tão grande quanto antes. 

Uma manhã a professora disse: 

- Hoje nós iremos fazer um desenho. 

“Que bom!”, pensou o menininho. Ele gostava de desenhar: leões, tigres, galinhas, vacas, trens e barcos... pegou sua caixa de lápis de cor e começou a desenhar. 

- Esperem, ainda não é hora de começar! 

Ela esperou até que todos estivessem prontos. 

- Agora, nós iremos desenhar flores. 

E o menininho começou a desenhar bonitas flores com seus lápis rosa, laranja e azul. 
- Esperem, vou mostrar como fazer. 

E a flor era vermelha com o caule verde. 

- Assim, disse a professora, agora vocês podem começar. 

O menininho olhou para a flor da professora, então olhou para a sua flor. Gostou mais da sua flor, mas não podia dizer isto... virou o papel e desenhou uma flor igual a da professora. Era vermelha com o caule verde. 

No outro dia, quando o menininho estava em aula ao ar livre, a professora disse: 

- Hoje nós iremos fazer alguma coisa com o barro. 

- “Que bom!” pensou o menininho. Ele gostava de trabalhar com o barro. Podia fazer com ele todos os tipos de coisas: elefantes, camundongos, carros e caminhões. Começou a juntar e amassar sua bola de barro. 

- Esperem, não é hora de começar! 

Ela esperou até que todos estivessem prontos. 

- Agora nós iremos fazer um prato. 

- “Que bom!”, pensou o menininho. Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos. 

- Esperem, vou mostrar como se faz. Assim... Agora vocês podem começar. 

E o prato era fundo. Um lindo e perfeito prato fundo.

O menininho olhou para o prato da professora, olhou para o próprio prato e gostava mais do seu, mas ele não podia dizer isso... Amassou seu barro numa grande bola novamente e fez um prato fundo, igual ao da professora. 

E muito cedo o menininho aprendeu a esperar e a olhar e a fazer as coisas exatamente como a professora. E muito cedo ele não fazia mais as coisas por si próprio. 

Então, aconteceu que o menininho teve que mudar de escola. Essa escola era ainda maior que a primeira. Ele tinha que subir grandes escadas até a sua sala.

Um dia a professora disse: 

- Hoje nós vamos fazer um desenho. 

- “Que bom!”, pensou o menininho. E esperou que a professora dissesse o que fazer. Ela não disse. Apenas andava pela sala. Quando veio até o menininho falou: 

- Você não quer desenhar? 

- Sim. O que é que nós vamos fazer? 

- Eu não sei até que você o faça. 

- Como eu posso fazer? 

- Da maneira que você gostar. 

- E de que cor? 

- Se todo mundo fizer o mesmo desenho e usar as mesmas cores, como eu posso saber qual o desenho de cada um? 

- Eu não sei! 

E começou a desenhar uma flor vermelha com um caule verde...


Fonte: BUCKLEY, Helen E. O menininho. Disponível em: <http://www.ufrrj.br/leptrans/arquivos/O_menininho.pdf> Acesso em: 14 set. 2013.



7 de setembro de 2013

Que filhos deixaremos para o Brasil?

Vivemos no país do futebol, do Carnaval, dos políticos corruptos (infelizmente) e, cada vez mais, do egocentrismo. Não é à toa que escolhi esse tema. Hoje, dia em que comemoramos a Independência do Brasil, me questiono sobre que seres humanos estamos ajudando a formar e que ocuparão todos os espaços do nosso país.

Temos o hábito de reclamar dos acontecimentos, de dizer que o país não tem jeito, que quem está no poder não presta e que todas as pessoas são passíveis de serem corrompidas pelo dinheiro, mas esquecemos que o adulto de hoje foi uma criança em algum momento de sua trajetória.

Em que momento a criança inocente se torna um adulto inescrupuloso? Que curva errada essa criança pegou e se transformou em um adulto egoísta e egocêntrico?

Pois eu diria que, desde que nasceu e aprendeu a solicitar algum tipo de atenção, seja para mamar, ser tirado do berço ou ter o olhar do cuidador, a criança está se transformando no adulto que será futuramente — e quem é mãe sabe que o "futuramente" chega num piscar de olhos!

Desde bebê, quando aquele pequeno ser é atendido em absolutamente todas as suas necessidades, sem que lhes permitam um espaço para desejar algo; ou quando, um pouco mais crescido, se recusa a emprestar sua boneca para uma amiguinha e tem sua atitude respaldada por um "é o jeito dela! Muito apegada aos seus brinquedos!"; ou quando mente a idade no cinema, respondendo à solicitação dos pais, para pagar meia entrada; ou fura a fila na cantina na escola e conta a todos, concluindo que passou na frente dos "babacas"; ou quando percebe que recebeu um troco errado e não devolve; enfim... são pequenos recortes do cotidiano que passam pelo olhar permissivo de pais cansados e culpados. E são esses pequenos fatos que influenciam na formação do caráter.

Penso que um jovem que hoje paga para uma quadrilha auxiliá-lo a passar no vestibular de forma fraudulenta não começou a errar nesse exato momento. Ou um que é capaz de colocar fogo em um mendigo. Ou um que bebe e sai dirigindo em alta velocidade. Ou um homem que desvia milhões dos cofres públicos para sua própria conta bancária. Todos esses casos que ouvimos exaustivamente nos noticiários não tiveram origem em uma terça-feira despretensiosa, às três da tarde. Isso tudo se originou em anos e anos de pequenos detalhes do dia a dia, onde adulto algum sinalizou o erro e o fez ser consertado.

Passamos do autoritarismo descabido para a licenciosidade, e nessa transição muitos valores se perderam. É hora de resgatar a solidariedade, a honestidade, a generosidade da vivência em sociedade. Perceber que o seus atos influenciam direta ou indiretamente a vida de muitas pessoas, começa lá na obrigação de fazer a tarefa de casa diariamente, de jogar o lixo na lixeira, de não furar a fila, de organizar a sua bagunça, de devolver o troco dado a mais, de dividir os brinquedos.

Eduquemos nossos filhos e estaremos contribuindo muito para a transformação desse país!

Lisandra Pioner

Fonte: Zero Hora